A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou nesta quarta-feira, 17 de novembro de 2024, os documentos técnicos da Copa do Brasil Masculina Sub-20 2025, confirmando que a final será disputada em 10 de dezembro de 2025. O torneio, que chega à sua 14ª edição consecutiva, terá como atual campeão o São Paulo Futebol Clube, que venceu a edição anterior. O regulamento, intitulado 'REC - COPA DO BRASIL MASCULINA SUB-20 2025', traz regras rigorosas sobre idade, comissões técnicas e tecnologia — e, pela primeira vez em uma competição de base nacional, o uso do VAR pode ser aplicado em algumas partidas, não como obrigatório, mas como possibilidade real.
Quem pode jogar? A regra da idade é clara
De acordo com o Artigo 8 do regulamento, apenas atletas nascidos a partir de 1º de janeiro de 2005 estão habilitados a atuar. Isso significa que, no momento da final, em dezembro de 2025, os jogadores terão no máximo 20 anos — e muitos, apenas 18 ou 19. Um detalhe que muitos clubes não podem ignorar: o calendário foi feito para evitar conflitos com a Copa do Brasil principal, que termina em novembro. Ou seja: clubes como o São Paulo, Flamengo ou Palmeiras podem disputar as duas competições sem sobrecarregar os elencos. A ideia é clara: dar espaço para os jovens, sem sacrificar o desempenho da equipe profissional.
Comissões técnicas sob escrutínio
Se o jogador precisa ser jovem, o técnico não pode ser amador. O Artigo 10 exige que todos os treinadores e assistentes tenham licença válida da CBF — PRO, A ou B — ou estejam matriculados em curso de formação reconhecido. Para os estrangeiros, a exigência é ainda mais rígida: a licença precisa ser homologada pela CONMEBOL e validada pela CBF. Isso não é burocracia por burocracia. É proteção. Em anos anteriores, clubes de pequeno orçamento contratavam técnicos sem qualificação, e o nível técnico das partidas caía. Agora, a CBF quer garantir que os jovens aprendam com quem realmente entende de futebol. Um treinador sem licença? Pode ser punido, e o clube pode perder pontos.
Pré-escala e digitalização: o futebol de base virou sistema
O regulamento obriga o uso da ferramenta pré-escala — um sistema digital da CBF que centraliza o cadastro de jogadores, seus documentos e vínculos. Antes, era comum clubes enviarem listas em PDF ou até em papel, com erros de nome, data de nascimento ou RG. Agora, tudo é validado em tempo real. Isso não só evita fraudes, como também facilita o rastreamento de talentos para a seleção brasileira de base. É um passo enorme. E não é só isso: a CBF já usa esse sistema na Copa do Brasil principal e nas categorias de base da Libertadores. A digitalização não é moda. É necessidade.
VAR nas categorias de base: um avanço ou um exagero?
Aqui está o ponto mais polêmico: o Artigo 34 permite o uso do VAR — mas só se o estádio tiver a estrutura técnica necessária e se a CBF decidir ativar. Não é obrigatório. E isso é inteligente. Em estádios pequenos, com infraestrutura precária, o VAR pode ser inviável. Mas em arenas como o Morumbi, o Beira-Rio ou o Arena da Baixada, a tecnologia pode ser usada. Por quê? Porque o futebol de base já não é só treino. É vitrine. E erros de arbitragem podem mudar a carreira de um garoto de 17 anos. Um pênalti não assinalado? Um gol anulado por erro? Pode custar uma transferência para a Europa. A CBF, ao permitir o VAR de forma seletiva, está dizendo: ‘Aqui, a justiça esportiva importa’.
Um calendário bem desenhado
A final da Copa do Brasil principal está marcada para 9 de novembro de 2025. A da Sub-20, para 10 de dezembro. Não é coincidência. É planejamento. A CBF quer que os clubes não tenham que escolher entre a equipe principal e a de base. Isso é um sinal de maturidade. Em outras competições, como a Copa São Paulo de Futebol Júnior, o calendário é apertado, e os clubes grandes costumam mandar jogadores reserva. Aqui, a ideia é que os jovens sejam protagonistas. E os clubes sabem disso. O São Paulo, por exemplo, já começou a montar seu elenco para 2025 — e já tem pelo menos três promessas em observação na base.
Por que isso tudo importa?
A Copa do Brasil Sub-20 não é só mais um torneio. É o principal filtro para o futebol profissional no Brasil. Cerca de 60% dos jogadores que estrearam na Série A em 2024 passaram por competições da CBF na base. O que acontece aqui molda o futuro do nosso futebol. Quando a CBF exige licença de treinador, ela não está apenas regulando — está elevando o padrão. Quando permite o VAR, ela está reconhecendo que o futebol de base merece respeito. E quando fixa a final em dezembro, ela está dizendo: ‘Nós não vamos apressar vocês’.
Isso tudo acontece sob a gestão de Samir Xaud, presidente da CBF desde 2023. Ele herdou uma entidade em crise, mas tem priorizado a estruturação das competições de base — algo que os presidentes anteriores negligenciaram. O resultado? Em 2024, o número de inscritos na Sub-20 cresceu 18% em relação a 2023. E os clubes pequenos estão participando mais. É um sinal de que o futebol brasileiro, mesmo com seus problemas, ainda consegue se reinventar.
O que vem a seguir?
Agora, os clubes têm 45 dias para se preparar. Os registros de jogadores e treinadores precisam estar em dia até 15 de janeiro de 2025. A CBF já anunciou que fará inspeções técnicas nos estádios entre fevereiro e março. E, se tudo correr como planejado, o torneio começa em abril. A expectativa é de que mais de 60 equipes participem — um recorde. E o caminho até a final? Será longo. Mas, dessa vez, com regras claras, tecnologia e respeito.
Frequently Asked Questions
Quais atletas podem jogar na Copa do Brasil Sub-20 de 2025?
Apenas jogadores nascidos a partir de 1º de janeiro de 2005. Isso garante que todos tenham no máximo 20 anos durante a final, em dezembro de 2025. A regra é rígida e não permite exceções — nem mesmo para jogadores com datas de nascimento próximas. A CBF usa o sistema pré-escala para validar automaticamente as informações dos documentos oficiais.
O VAR será usado em todas as partidas?
Não. O uso do VAR é opcional e dependerá da infraestrutura do estádio e da decisão da CBF. A entidade só permitirá a tecnologia em partidas em arenas que atendam aos padrões do IFAB, com câmeras, operadores e conexão de rede adequados. A expectativa é que, pelo menos, as fases finais — a partir das oitavas — tenham VAR, mas isso ainda será definido por inspeção técnica.
O que acontece se um clube contratar um treinador sem licença?
O clube pode ser punido com multa, desclassificação ou até perda de pontos. A CBF fará checagem em todos os registros antes da primeira rodada. Treinadores sem licença válida (PRO, A ou B) ou sem matrícula em curso de formação não poderão entrar no banco. Isso vale para assistentes também — e a punição é aplicada ao clube, não ao indivíduo.
Por que a final foi marcada para 10 de dezembro?
Para evitar conflito com a final da Copa do Brasil principal, que termina em 9 de novembro. Isso dá aos clubes um mês de descanso e preparação para a equipe de base. Também evita que jogadores jovens sejam sobrecarregados. A data ainda permite que a CBF aproveite o período de férias escolares, aumentando a presença de torcedores e a visibilidade da competição.
Como a CBF está usando a tecnologia para modernizar o torneio?
Além do pré-escala e do VAR, a CBF adotou um sistema digital de inscrição, acompanhamento de lesões e análise de desempenho dos jogadores. Tudo isso será integrado ao banco de dados da entidade, facilitando o trabalho das seleções de base e das equipes profissionais. A ideia é criar um ‘mapa de talentos’ nacional, com dados reais — e não apenas com base em relatos de treinadores.
Quais clubes são favoritos para vencer em 2025?
O São Paulo, como campeão defensor, é o grande nome, mas clubes como Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Santos também têm bases fortes. Porém, os times do interior — como Athletico-PR, Fortaleza e Ceará — têm crescido muito nos últimos anos. Em 2024, o Ceará chegou à semifinal com um elenco quase todo de jovens da própria base. A surpresa pode vir de qualquer lugar.
11 Comentários
Final em dezembro é um jogo de xadrez inteligente. O futebol de base não pode ser tratado como secundário, e essa pausa entre a principal e a Sub-20 dá espaço pra garoto respirar, treinar, crescer. A CBF tá fazendo o dever de casa, e isso é raro.
Quem viu o torneio de 2023 sabe o que era antes: elencos desmontados, treinadores sem licença, jogadores com idade falsa. Hoje, tá diferente. E isso não é sorte, é estrutura.
Quem disse que o futebol brasileiro tá morrendo? Ele tá se reinventando nos bastidores. E essa Copa vai mostrar isso.
Se o VAR for usado nas oitavas, vai ser um marco. Não é só tecnologia - é justiça. Um garoto de 17 anos pode ser o próximo Vinícius, e não pode perder uma chance por um erro de árbitro.
Os clubes pequenos estão entrando com força. Ceará, Athletico, Fortaleza... eles não precisam de orçamento milionário, precisam de oportunidade. E a CBF tá dando.
Isso aqui não é só torneio. É o futuro. E ele tá sendo construído com regras, não com improvisação.
Parabéns, Samir Xaud. Você tá fazendo o que os outros deixaram de lado.
2025 vai ser o ano em que o Brasil lembrou que o futebol não é só show. É profissão. E profissão exige respeito.
Artigo 10 é crucial. Licença PRO, A ou B - ou curso em andamento. Isso não é burocracia, é padrão de qualidade. Treinadores sem formação técnica geram jogadores com vícios táticos, má leitura de jogo, e isso vira um problema de longo prazo.
Na Europa, a base é tratada como instituição. Aqui, a CBF está alinhando com isso. A homologação de licenças estrangeiras pela CONMEBOL é um passo de maturidade. Muitos clubes ainda pensam que contratar um ex-jogador da vila é suficiente. Não é.
Além disso, o pré-escala é um sistema de integridade. Erros de RG, datas de nascimento, vínculos fantasmas - tudo isso era comum. Agora, validação em tempo real. Isso reduz fraudes e aumenta a confiança nas estatísticas de talentos.
O VAR opcional é o ponto mais estratégico. Não é sobre tecnologia. É sobre contexto. Em estádios com infraestrutura precária, forçar o VAR seria um risco operacional. Mas em arenas com câmeras, operadores e rede dedicada? É obrigação. Um pênalti errado pode custar uma transferência para a Europa. Isso não é exagero. É realidade.
Os dados de desempenho integrados ao banco da CBF são o próximo nível. Em 2026, esse sistema vai ser usado pela seleção sub-20. E os scouts europeus vão ter acesso a métricas reais, não só relatos de treinadores.
Essa é a nova era. E ela começou agora.
VAR opcional? Isso é um disfarce. Se a CBF realmente acreditasse na justiça esportiva, seria obrigatório em todas as partidas. Mas não é. Porque é caro. E o que importa é economia, não equidade.
Essa história de 'não sobrecarregar os elencos' é pura fachada. O São Paulo, Flamengo e Palmeiras vão mandar os reservas de verdade, e os garotos vão ser usados como iscas para o mercado. Afinal, quem quer ver um garoto de 18 jogar 90 minutos quando pode mandar um 17 com contrato assinado na Europa?
As licenças de treinador? Só vale para clubes que não têm dinheiro para comprar um técnico com diploma. Os grandes vão achar um jeito. Já vi isso antes.
E o pré-escala? Um sistema que só serve para gerar mais papelada. O que muda na prática? Um garoto de Goiânia ainda vai ser ignorado porque ninguém da CBF vai visitar o campo dele.
Isso tudo é teatro. O futebol de base continua sendo o lixo que sempre foi. Só que agora, com mais regras bonitinhas.
Final em 10/12 é perfeito 🤩
VAR nos grandes estádios? Sim, por favor 🙏
Clubes do interior entrando com força? ISSO É O QUE PRECISAMOS 🙌
Meu primo jogou na base do Ceará ano passado - vi ele chorar quando o gol foi anulado por erro. Se o VAR tivesse tido, ele tava na seleção hoje.
Parabéns CBF. Agora é só mandar o árbitro não esquecer o apito.
Artigo 8: nascidos a partir de 1º de janeiro de 2005. Correto.
Artigo 10: licenças PRO, A ou B. Correto.
Artigo 34: VAR opcional. Correto.
Final em 10 de dezembro. Correto.
Os demais parágrafos são redundantes. A informação está toda lá. Não precisa de ensaio literário.
Por que o texto inteiro não foi apenas o regulamento? Porque a CBF quer parecer importante.
Na prática, nada muda. Só o formato do PDF.
Boa iniciativa. O importante é que os jovens tenham espaço.
Se o VAR for usado, melhor. Se não for, o jogo continua.
Clubes pequenos participando? Isso é o que importa.
Agora é só torcer pra não ter muitas lesões.
Pré-escala é o futuro. Sem ele não tem rastreabilidade de talento. Sem rastreabilidade não tem scouting eficiente. Sem scouting eficiente não tem transferências internacionais. Sem transferências internacionais não tem receita pra base.
VAR opcional é o caminho certo. Não dá pra forçar em estádios com gerador de 2kW.
As licenças de treinador? Isso é o que separa o futebol de verdade do futebol de esquina.
2025 vai ser o ano em que o Brasil começou a tratar a base como negócio. E não como caridade.
Essa final em dezembro me emocionou 🥹
É como se a CBF tivesse olhado nos olhos dos garotos e dito: 'vocês merecem tempo'.
Eu tenho um sobrinho de 16 anos que joga na base do interior. Ele sonha em jogar no Morumbi. Agora, ele tem mais chance.
VAR não é só tecnologia. É dignidade.
Quem disse que o Brasil não consegue fazer as coisas direito? Aqui está a prova.
Orgulho de ser brasileiro hoje ❤️🇧🇷
VAR opcional? Isso é fraqueza. O Brasil é o país do futebol, e a CBF está tratando a base como se fosse um torneio de bairro. Se a tecnologia existe, ela deve ser usada em TODAS as partidas. Não há justificativa para discriminar estádios.
Clubes do interior? Só vão participar porque a CBF forçou. E mesmo assim, vão ser eliminados na primeira rodada.
Essa história de 'não sobrecarregar os elencos' é mentira. O São Paulo vai mandar os jogadores que não servem para a profissional. E os garotos vão ser usados como moeda de troca.
Todo esse regulamento é um espetáculo. Para a imprensa. Para o público. Mas não para os jogadores.
Na verdade, o que muda? Nada. Só o nome do PDF.
Essa estrutura é o que o futebol brasileiro precisava há 20 anos...
Artigo 8: nascidos a partir de 1º de janeiro de 2005...
Artigo 10: licenças PRO, A ou B...
Artigo 34: VAR opcional, conforme infraestrutura...
Final em 10 de dezembro, após a principal...
Pré-escala digital, integrado ao banco de dados da CBF...
Essas são as regras. E são perfeitas.
Por favor, não as distorçam. Não as ignorem. Não as esqueçam.
Isso é o futuro. E ele é real.
Se o VAR for usado na final, vai ser histórico.
Clubes pequenos entrando com força? Isso é bom.
Final em dezembro? Melhor data possível.
Espero que os garotos não se machuquem.
Boa sorte a todos.